November 2009
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O mistério das cousas, onde está ele?
Onde está ele que não aparece
Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as cousas
e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
Porque o único sentido oculto das cousas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.
Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos:
— As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.
Poema XXXIX de O Guardador de Rebanhos
De Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)
pois é, às vezes se pensa demais,
e as coisas e acontecimentos simplesmente o são, existem,
sem haver nada por detrás para ser decifrado.
E como diria uma amiga do @zennio , às vezes é bom “descomplicar a felicidade”
Primeiro a miniatura de cowboy me avisou que tinha uma vaca na sala. Precisávamos tirar o leite dela para alimentar o filhote da mãe fujona. Mas em seguida o filhote também tinha fugido, e agora? Eu e o mini-cowboy encontramos o bezerro escondido debaixo e uns edredons, seguramos com força, ele lutava para fugir, mas trouxemos a vaca-mãe pra cuidar dele. No meio disso tudo houve um treino com o nome do filhote que deveria ser BE-ZER-RO, mas por algum motivo o mini-cowboy só conseguia dizer BERRERRO por mais que tentasse repetir a proeza de pronunciar o Z (como heróicamente conseguia fazer quando separava as sílabas). Desafio superado, Z pronunciado, a vaca vira um pássaro que sai voando e de repente vira um mágico. 15 segundos para combinar o truque e logo o mágico faz seu mini-ajudante aparecer por detrás da capa com um “simsalabim”, logo o ajudante passa a ser o mágico e eu, sem ser avisado, viro um elefante que aparece e desaparesse por detrás da capa, e em seguida sou transformado num tigre feroz, e puf, calmaria para escutar a história da joaninha Juju na cama.
Eu e meu sobrinho ontem à noite, não tem preço.
dói mais que a ignorância.” —ouvi do @grupogalpaomg
na peça Till, A Saga de Um Herói Torto
de Luís Alberto de Abreu